No ano 2024 fazia 30 anos que a primeira organizaçom juvenil galega abertamente independentista convocava umha mobilizaçom o 24 de julho, recuperando em parte o antecedente das Mocedades Galeguistas com o seu Mitim das Arengas, celebrado no 1934 e 1935.
Esta organizaçom, AMI (Assembleia da Mocidade Independentista) mobilizava à juventude arredista o 24 de julho de 1995 na primeira Rondalha da Mocidade com a Bandeira.
Depois viriam mobilizaçons doutras organizaçons independentistas como Briga, com a sua manifestaçom e a Jornada de Rebeliom Juvenil em Belvís, o apoio às mobilizaçons aportado por organizaçons estudantis como Estudantes Independentistas ou Agir, e outras organizaçons como Adiante, Isca! ou Terra que também trabalhárom a data.
Tanto AMI, como Briga e as anteriores fariam mobilizaçons em solitário, mas no ano 2013 cria-se a Coordenadora Juvenil Galega do independentismo, passando a haver manifestaçons unitárias entre esse ano e o 2017, participando das mesmas organizaçons ligadas ao soberanismo institucional como Galiza Nova, a UMG, ou a frente estudantil nada no 2016, Erguer-Estudantes da Galiza.
Desde o ano 2018 (sendo oficialmente constituída no 2019), foi a Mocidade pola Independência a que continuou este fio de mobilizaçom, integrando a boa parte da juventude independentista e fazendo possível a convocatória ano após ano.
Provavelmente teremos cometido muitos erros nestes 9 anos, mas a defesa da independência e o socialismo e a luita contra o fascismo e o espanholismo fica fora de toda dúvida.
Os motivos que nos levam a mobilizar-nos este ano som muito semelhantes aos de anos anteriores, mas as circunstâncias que envolvem este ano o 24-J contam com algumha novidade que é digna de mençom.
O auge do fascismo e o espanholismo vai in crescendo, alertando-nos de que o que passa noutros povos do Estado, com ataques de organizaçons fascistas e de extrema-direita pode chegar a ser umha dinâmica habitual nas ruas das nossas vilas e cidades.
As múltiplas agressons destes últimos meses, especialmente contra pessoas do coletivo LGBT e contra companheiras antifascistas demonstram a perigosidade à que nos enfrentamos e que está deixando de ser algo alheio ao dia a dia no nosso país; aproveitamos para lembrar ao jovem Samuel Luiz, da Corunha, assassinado há 5 anos por ser umha pessoa integrante do coletivo.
A apariçom cada vez maior de simbologia fascista, a normalizaçom do exército ocupante e a banalizaçom que do espanholismo se fai também é umha mostra do exposto, perante o qual há que agir desde a unidade antifascista, respeitando-nos e entendendo as divergências das distintas correntes revolucionárias.
Os ataques contra os direitos laborais, desde a patronal e em conivência com as estruturas do Estado Espanhol som um outro repto que a juventude trabalhadora vai ter de confrontar, defendendo o já conseguido, como o direito elementar das baixas laborais que estám agora mesmo baixo o foco, luitar por umha jornada laboral de 6 horas, por rematar com os contratos de práticas abusivos e por fazer-lhes pagar a umha patronal assassina o ódio e despreço que nos tenhem e que amossam em cada batalha sindical, em cada greve, em cada reivindicaçom salarial justa.
A depredaçom da nossa sanidade e educaçom públicas, a desgaleguizaçom já nom só dum estado opressor mas especialmente duns poderes autonómicos diretamente galegófobos, impulsores do triste decreto 79/2010 de plurilinguismo e incapazes como se demonstrou nestas semanas de fazer umha mínima renovaçom do Plam de Normalizaçom Linguística, leva-nos a umha constataçom que fai do monolinguismo, do reintegracionismo de base e da defesa dos nossos serviços públicos piares fundamentais do nosso programa político e da Galiza pola que luitamos e na que queremos viver.
Os DDHH elementares, o senso comum e a hegemonia cultural estám em questom; de nós depende virar esta situaçom de novo cara às nossas filas. A organizaçom e o trabalho coletivo, desde as assembleias vizinhais, os sindicatos de vivenda e laborais, os médios de contrainformaçom, as coletivas culturais e desportivas, as comissons de festas, as organizaçons juvenis, estudantis e políticas em geral junto com os centros sociais som o contrapoder necessário para fazer frente e luitar pola vitória contra a barbárie.
Tendo tudo isto em conta, a juventude independentista trabalha e está presente alá onde têm capacidade, buscando marcar a sua linha mas ao mesmo tempo sabendo trabalhar em conjunto, apoiando tudo espaço transformador e cooperativo e buscando ser referencial, ser militantes sérias mais respeitosas que concebem a militância desde o compromisso, mas sem renunciar aos cuidados individuais e coletivos.
Apostámos rotundamente polas nossas instituiçons próprias, polas organizaçons sectoriais do arredismo, polas nossas seleçons desportivas nacionais, polas festas populares e os festivais autogeridos, polas cooperativas, pola nossa capacidade para viver fora das lógicas do capital, pola defesa dos centros sociais e polo poder popular, pola força dumha juventude alegre, combativa e comprometida que constrói em cada assembleia, em cada manife um mundo melhor, dando um passinho mais cara à revoluçom deixando claro que as ruas serám sempre nossas.
Nom se pretende neste artigo entrar a valorizar convocatórias alheias, recém chegadas como é o caso da CMS, mas sim queria deixar algumha aportaçom ao respeito. O feito de trabalhar como movimento novo umha data, a priori nom é algo negativo nem que reste, em princípio aporta-lhe dinamismo e riqueza à mesma Mas há certas cousas que nom alcanço a compreender.
A organizaçom à que pertenço nom precisa justificar o seu passado, nem buscar referentes de quem sentir-se herdeiras ainda que sim podamos ter esse sentimento; levamos com este 9 anos mantendo aceso o facho do 24 de julho, umha data que quase só a esquerda independentista galega trabalhou, à qual dirigia boa parte das suas energias, a campanha final para tudo um curso de luita e esforço militante.
Precisamente por tudo isto, acho que temos legitimidade de sobra como para defender e certificar que o 24 de julho é a jornada de luita por excelência da juventude independentista organizada, cujas convocatórias levam 32 anos fazendo-se de jeito ininterrompido e para a qual tenhem preparado, convocado e assistido miles de jovens de todo o país e doutros povos irmãos.
Se bem, pode-se entender que nom todas as organizaçons tinham a mesma linha nem davam o mesmo enfoque à data, um ponto estava fora de toda dúvida: a luita pola libertaçom nacional e de classe eram umha mesma cousa, nom havia ambiguidades ao respeito, nem medos a berrar pola independência do nosso povo e da nossa classe de jeito claro, honesto.
Nós, quanto menos, temo-lo claro, é umha questom de mínimos. Esta sexta 24, às 20h, sairemos desde a Alameda de Compostela mais um ano, combatendo contra Espanha e o capital, pola luita operária e nacional.
Oxalá muitas das que ledes estas linhas também o fagades connosco. Orgulho para todas as que o figestes ao longo destes anos e para as que viredes por primeira vez.