Parece ser que entre as inovaçons de primeiro de bacharelato da Junta de Galiza hai-vos agora umha matéria dous em um, algo assim como robótica católica porque seica polo decreto de 2015 emanado da LOMCE, que regula as matérias que se devem cursar como específicas em primeiro de Bacharelato, os alunos que escolham Robótica terám de cursar por força Religiom (bautismo impreciso porque nom se trata de ensino religioso, da historia das religions, da origem do pensamento mágico ou das miudalhas sanguentas das guerras de religiom em plam Marvim Harris, o antropólogo, senom que se trata do credo católico).

E nom somente se dá tal obriga coa Robótica senom também cos aspirantes a bachareis que escolham Coeducaçom para o século XXI.

Todo isto bem a conto porque acaba de sair umha sentença do Julgado do Contencioso Administrativo número dous de Compostela dessestimando umha demanda dumha família que pedia a anulaçom da matrícula dum aluno que se viu nessa situaçom. O juiz assume como natural que se tenha que prescindir obrigatoriamente de Robótica se nom se quer cursar Religiom.

Bem mirado, a cousa tem o seu aquele. Suponho eu que essa religiom que elevou a soina, o tabu e a culpa à categoria de arte durante os últimos seiscentos anos, quererá proteger a cândida mocidade dos imorais trebelhostecnológicos à que os pode conduzir a robótica. Agora os confessores já nom som os dos tempos de Sarmiento, quando trabucavam trebelhar e trabalhar. O Vaticano estará preocupado polos empregos que andam a destruir os robôs. Sabida é a prédica católica de ora et labora sobre as bondades do trabalho, prédica que compartilham cos protestantes coa sua ética, na origem do espírito do capitalismo. A robótica é a ciência de apreendermos a humanizar os robôs e está nas antípodas do credo religioso que adoutrina na robotizaçom dos humanos. Nom deve estranhar-nos entom que os núncios ou os modernos inquisidores, aqueles tonsurados da acumulaçom originaria a costa das mulheres da que nos fala Silvia Federici em Calibám e a bruxa , trabalhem co tripálio da família, o Estado e a propriedade privada para delongar o seu credo in aeternum.

Os robôs, como os comboios dos caminhos de ferro, sempre fôrom suspeitos de abrir janelas pecadentas na alma dos inocentes. Nom sei se o Vaticano lhes terá mais medo à rebeliom dos robôs que já aventurava Asimov que à dos ateus. Se calhar alguns robôs som mais perigosos do que outros para botar a perder os fieis e apagar os incensos botando ao paro os redentores de condenas morais e a aos doutos nesse ofício tam produtivo à par que ginástico como é o do tiraboleiro.

Abesulho que nom se trata só do temor a dar no desemprego cos mestres de religiom, mas ao pânico a que os fregueses que ainda acodem os domingos ao adro podam cair na lascívia do Sleeper , O dorminhom de Woody Alhen, aquele robot-empregado doméstico (em realidade, um humano que suplanta a um robô) que se dá á lascívia do orgasmatrom descobrindo a erótica vedada ainda aos humanoides. Só assim nos poderemos explicar que seja também a matéria de Coeducaçom para o século XXI a outra que obriga a cursar Religiom no ensino meio.

Ai, quanta razom tinha o Padre Sarmiento Quando advertia que os confessores nomdeveriam confundir trabalhar com trebelhar, que sempre tinha mal sentido e distava cem léguas do honesto trabalhar.

Se quadra nom seria má pedagogia recolher no currículo académico deste pintado Estado laico, a obriga que punham daquela os confessores de trebelhar só umha hora como muito nos dias feriados.