Os planos económicos espanhóis nom se detenhem ante património nem paisagem. O movimento popular aponta dados nos últimos anos, com a luita antimineraçom em primeira linha, que confirmam o nosso rol colonial exportador de energia e recursos. Na nova fase capitalista em que nos encontramos vai vestir-se de verde e chamar-se renovável ou limpa. Mas é o conto de sempre. A administraçom galega chefiada por Feijóo e gerida por Ángel Bernardo Tahoces está vendendo a empresas do sector o nosso monte. Último caso conhecido e denunciado por organizaçons da zona e ambientalistas é o parque eólico projectado em Paradela, na Ribeira Sacra.

Várias organizaçons da Ribeira Sacra e o SLG denunciam perante a fiscalia a autorizaçom do parque eólico de Endesa em Paradela. A autorizaçom carece de certas garantias, entre elas declaraçom de impacto ambiental. As entidades denunciantes lembram que nos encontramos em umha zona vinculada à Ribeira Sacra. O parque projectado encontra-se em um lugar de interesse, pois o próprio caminho de Santiago passa pola zona. Destarte, a autorizaçom para o devandito parque nom conta nem sequer com um estudo prévio para avaliar tal situaçom.

A Ribeira Sacra, baixo a ameaça produtivista

As pretensons extractivistas nom se detenhem nem ante a procura turística, que no último lustro tem situado a Ribeira Sacra como área de especial interesse para milhares de pessoas. Entre o Sil e o Minho, num micro-clima privilegiado, e numha das zonas de maior densidade na Europa de património románico (soma até 85 mosteiros medievais), acha-se o concelho de Paradela. É um dos municípios da Ribeira Sacra, candidatada polo próprio Estado espanhol a fazer parte da lista de Património Mundial da UNESCO. Apesar dos parques eólicos introduzirem pesadas infraestruturas que danam a paisagem, eliminam património e alteram a fauna, mesmo chocando com os usos turísticos do património, umha psedo-reportagem recente na imprensa, financiada polo empresariado, anunciava que ‘a energia eólica vai oxigenar o Caminho de Santiago.’

Plano da Junta: 19 parque eólicos em 2019 

Este novo parque forma parte dos planos da Junta em matéria eólica para o ano 2019. A administraçom autonómica pretende que antes de Dezembro de 2019 estejam construidos um total de 19 novos parques eólicos, alguns deles em cúmios tam senlheiros como o Iríbio, Paradela ou Cabana de Bergantinhos. Até agora, autorizouse a construçom de infraestruturas para adjudicar 409 megavátios. O investimento licitado foi de nada menos que de 450 milhons de euros.

Um dos problemas fundamentais com que a cidadania se topa e, também, as próprias organizaçons ambientalistas é que a Junta criou umha nova figura jurídica que nos impede aceder a informaçom dos novos projectos, pola sua imediatez na aprovaçom. Trta-se de umha trampa legal. Nele denominam « projectos de interesse especial » obras e intervençons normalmente suspeitas de legalidade ou cumprimento de mínimos ambientais. Com esta denominaçom pensada e feita para o que a administraçom chama empresas emprendedoras e estratégicas da nossa economia, conseguem tramitar permisos em menor espaço de tempo. Desta forma o que se persegue é que as organizaçons de defesa do património ambiental ou cultural fiquem sem opçom de levar os projectos a contenciosos administrativos ou a intentar paralisá-los, via que se demonstrou frutífera no passado.

Este tipo de tramitaçom de tempo recorde colide com o convénio Aarhus de 2006, que segundo nos informa no último número do Novas da Galiza a presidente da associaçom O petón do Lobo, regula o direito humano a um meio ambiente saudável, garantindo o acesso à justiça ambiental e à informaçom da cidadania nesta matéria em termos compreensíveis. As administraçons violam este convénio sistematicamente.

As empresas amigas do senhor Feijóo

Galiza é a segunda comunidade em « capacidade eólica, o que se explica polas nossas privilegiadas condiçons geográfico-ambientais, e polo aferrolhamento das instituiçons por parte das oligarquias extractivias .Dos primeiros megavátios que se tramitarám, Gas Natural Fenosa solicita 186,9 megavatios; Endesa Enel Green Power,92; Norvento, 116,6; e Inverolica de Abella, 14. A maior parte dos parques eólicos estám projectados na « província » de Lugo, algo especialmente preocupante devido às altas taxas de despopulaçom e abandono do monte que existe nesta zona do País.