Um golpe de Estado cada dia mais evidente

Por Vicent Partal (traduçom do galizalivre) /

A definiçom de golpe de estado inclui várias variantes possíveis.

Há um, um modelo, o que na ciência política é chamado de golpe suave. Há um “golpe suave” quando um grupo de servidores de estado consegue subverter o controle político e desencadeia umha operaçom para a qual nom está autorizado. Mas eles fazem isso sem decapitar o poder de iure, isto é, o presidente, o governo, o parlamento. Os golpistas apenas os repreendem porque, com as atribuições que a lei lhes dá, ignorando a proibiçom explícita de fazer política, eles podem controlar e manipular a situaçom do país para alcançar seus objetivos. Basicamente, é isso que o procurador Ben Emerson nos disse repetidamente o que acontece em nosso país, e que ele nos assegura que devemos usá-lo como umha causa justa para a nossa libertaçom.

Na Espanha existem vários grupos tenhem proibido fazer política, isto é, tomar partido.

O rei.

Os membros das forças armadas. A polícia. Os juízes, procuradores e magistrados.

No caso do rei, é óbvio. O artigo 56 de sua constituiçom diz que “arbitra e modera o funcionamento regular das instituições”, o que obriga, portanto, a nunca participar. Que tipo de árbitro seria, se nom fosse? No caso das forças armadas, deve ser lembrado que o artigo 70 de sua constituiçom proíbe que elas apareçam a concorrer nas eleições, já que a tarefa política é considerada incompatível com o fato de serem membros. Também o artigo 127 de sua constituiçom diz que juízes e magistrados, como os promotores, ainda ativos, nom poderám exercer cargo público ou pertencer a partidos políticos. E, no que diz respeito aos membros da polícia, tanto a lei orgânica 2/86 quanto o código de ética proíbem escrupulosamente qualquer atividade política.

Tendo analisado tudo isso, observe, porque nom é de modo algum anedótico, que  som todos estes – o rei, as forças armadas, a polícia e os juízes – os que atacam as instituições catalãs.

De certa forma, quanto mais é visivelmente coordenado e superando o poder eleito. É verdade que Rajoy insistiu e permitiu-lhes isso – em grande parte, creio, porque ele tinha um governo de altos funcionários, de pessoas do estado profundo. Mas o fato é que Sánchez nom desmonta. Nom é um gesto nem umha única mudança. Pola calada na Espanha, parece claro que o estado profundo administra e o poder executivo obedece. E como teste, se necessário, aqui estám as mensagens muito sérias que foram conhecidas que entre os juízes foram trocadas e que demonstram até que ponto a justiça faz parte.

Como é parte a polícia? Como o exército. Como a coroa. Nom é de todos, mas de umha parte. E pior ainda: nom de um lado, mas contra de um lado.

E que melhor demonstraçom poderíamos ter de que o que acontece vai além dos limites que umha democracia pode admitir?

*Publicado em Vilaweb.