Por Ana Macinheira /

O 29 de agosto é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, que se instituiu no 1996 no Brasil, no quadro do Primeiro Seminário de Lesbianas e Bisexuais. Com a celebraçom desta data o activismo pretende amossar a luita, a resistência das mulheres lesbianas, vincando nas periférias do país através das vozes das mulheres lésbicas e pretas.

As lésbicas som invisibilizadas em vida e em morte

A raíz do assassinato de umha mulher lesbiana e preta a maos da polícia militar em 2016, Milena Carneiro, estudante de Serviço Social, decide recuperar e reunir histórias e dados de crimes de mulheres lesbianas, ao dar-se conta de que nom havía informaçom específica sobre este tema , “eu, enquanto lésbica nom feminilizada, sofro agressões por ser lésbica desde que me entendo por gente. Ver o assassinato da Luana instigou-me a refletir sobre onde estavam os outros casos”.

Para realizar o seu trabalho, ademais de investigar por conta própria en centros de atençom a mulheres agredidas, também puxo em andamento um questionário em Google, para que as mulheres puiderem relatar as agressons que sofrêrom sem necesidade de se identificarem; “os registos sobre as violências que as lésbicas sofrem som precários, raros e incompletos. As lésbicas som invisibilizadas em vida e em morte”, afirma Milena.

Dossiê sobre a violência lesbofoba

Neste ano saiu do prelo um dossiê que assinala que no Brasil, entre os anos 2014 e 2017 houvo um incremento do 237% no número de assassinatos de mulheres lesbianas. Som dados arrepiantes, mas Cinthia Abreu, da Marcha Mundial das Mulheres e da Marcha de Mulheres Negras de Sao Paulo, pontoaliza que “ este incremento debe-se também à visibilidade, porque as pessoas agora nom falam de peleja de rua ou confussom, senom de assassinato por lesbofobia, quando umha mulher é assassinada debido à sua orientaçom sexual, por ser lésbica nesta sociedade.”

Segundo um dossiê editado em 2006 sobre a saúde das mulheres lésbicas, a maior parte das agressoes venhem dadas por familiares e amigos. Agressons verbais, xingamentos, silenciamentos, violaçons… violências, pois, que se dam no ámbito privado e geralmente nom passam ao ámbito público. “Percebe-se que nalgúns casos, os atos som cometidos por alguém da própria familia da vítima e nom por pessoas desconhecidas. Algo que ocorre no ámbito familiar, quando a familia intenta “curar” o que consideram um desvio sexual” , assinala Cinthia.

Lésbicas nom vam temer!

Para conmemorar este 29 de agosto, tivo lugar umha manifestaçom em Sao Paulo em memoria das lesbianas assassinadas, e para denunciar a negligência do Estado. O acto pode ser seguido neste video.