A Federaçom galega de futebol promove as apostas desportivas da mão de empresas privadas

Local de umha casa de apostas desportivas

Por Zaavrel /

Esta semana era anunciado o acordo ao que chegarom a Federaçom Galega de Futebol e umha conhecida empresa de apostas desportivas. O acordo consiste na creaçom de umha aposta combinada que leva o nome de A Xogada, e que compreende os resultados dos jogos das oito equipas galegas profissionais de Primeira, Segunda e Segunda Divisom B. Quem quiser jogar o seu dinheiro pode fazê-lo graças à generosidade da casa de apostas que facilita as máquinas que tem distribuídas em bares de todo País além de dar a opçom de jogar online.

Organismos públicos ao serviço do Capital

O acordo implica o compromisso por parte da casa de apostas de pagar um total de 2.000 euros a cada equipa masculina galega que compita desde Primeira Divisom até Preferente e como contraprestaçom, as equipas afetadas tenhem a obriga de participar nas atividades promocionais que organize a casa de apostas. Além disto, haverá publicidade da Xogada “em zonas prioritárias” dos campos de futebol de Terceira Divisom e Preferente financiada pola própria Federaçom, e os clubes galegos desta categorias também deverám difundir as apostas através das suas redes sociais e durante os jogos das suas equipas.

O acordo foi presentado na própria sede da Federaçom Galega onde o seu Presidente, Rafael Louzán, inchava peito. Louzán, mais conhecido por ser o presidente da Deputaçom de Ponte Vedra durante doze anos, e iniciou a sua militância no Partido Popular vinculado a contrabandistas da ria de Arousa, nomeadamente o ex-alcalde de Ribadumia, Nené Barral, quem o apadrinhou na sua carreira política, pom agora o organismo que preside ao serviço de umha empresa que se lucra a costa da adiçom de milheiros de galegos.

Deste jeito, mantêm-se a pratica habitual de ponher os recursos públicos ao serviço do tecido empresarial, que neste caso tem o agravante de promover a ludopatia.

Um problema que ameaça com converter-se em praga

Desde que ano 2011 o governo do PSOE aprovava o projeto de lei que regulava o jogo em linha, este converteu-se em umha ameaça para a juventude galega. Esta lei regulava por primeira vez as apostas que se podiam fazer a través da rede, mas centrava-se principalmente na recaudaçom dos impostos que geravam e deixava de lado o problema social que podia carretar.

Para fazer-se umha ideia da dimensom do assunto, as apostas supohem o 3,5 % do PIB do Estado, cifra que se alcançou graças ao incremento notável da ludopatia.

Como já se analisava neste portal, a ludopatia está virar em umha praga que pode afetar, segundo diferentes estatísticas, por volta de 100 mil pessoas na Galiza. Esta nova adiçom também tem umha maior incidência nas classes mais baixas e que tem como principal vítima a “um homem na década de 30, solteiro, em muitas ocasions no desemprego, e a depender ainda dos seus pais”.

Às dependências do séculos XIX e XX, somam-se agora às derivadas dos trebelhos tecnológicos e a ánsia desaforada polo dinheiro. Os movimentos populares deverám tê-lo na sua agenda de denúncia, antes do problema virar incontrolável.