Mocidade independentista protagonizará jornada reivindicativa do 24 de Julho

A mocidade tem defendido historicamente as ideias mais avançadas no movimento galego

Por José Manuel Lopes Gomes /

Trás mais de vinte anos de presença constante nas ruas da nossa capital em vésperas do Dia da Pátria, a mocidade tem virado autêntica protagonista do 24 de Julho, jornada associada inevitavelmente aos sectores mais combativos do povo galego. Várias organizaçons juvenis e estudantis fixérom já pública a ‘Marcha da mocidade pola independência’ , que celebra a sua sexta ediçom.

O dia 24 de Julho foi importante historicamente para o movimento galego, desde a convocatória da noite das arengas dos galeguistas na dédada de 30. A presença nitidamente arredista e juvenil na noite do 24 começou a meados da década de 90, quando a AMI lançou a convocatória da ‘Rondalha da mocidade com bandeira’. Corria o ano 1995, e a organizaçom tratava de socializar a simbologia nacional numha data vencelhada pola oficialidade com a promoçom turística, a festividade do apóstolo e a Galiza espanhola e submissa. Desde aquele ano, no centro de Compostela sucedêrom-se capítulos diversos de grande tensom: desputa das ruas às forças de ocupaçom, retirada de bandeiras espanholas, desdobramento de faixas em prédios emblemáticos e enfrontamentos prolongados entre mocidade combativa e corpos policiais. O Estado espanhol chegou a ocupar milimetricamente Compostela com agentes armados para impedir qualquer reivindicaçom independentista explícita, chegando a confiscar bandeiras nacionais e a blocar o passo por certas ruas.

Relevo

Desde 2013, umha coaliçom de forças independentistas diversas, desde as mocidades do nacionalismo institucional até Briga, lançárom umha marcha juvenil de maior amplitude que ganhou em número de participantes e desceu em contundência e combatividade, adoptando o típico formato da manifestaçom. Trás certas reformulaçons organizativas, derivadas das tensons e relaçons cambiantes entre as diversas entidades juvenis, neste ano 2018 serám três as organizaçons que secundem a convocatória (Briga, Isca e Erguer), que se desenhou sem siglas e aberta ao conjunto da mocidade soberanista.

Num manifesto que circula já em redes sociais, as e os convocantes fam um repasso pola situaçom de emergência nacional que atravessa a Galiza, analisando com particular atençom as problemáticas juvenis : além da constante ameaça patriarcal e da crescente capacidade de resposta feminista, que protagonizou o passado curso político, as jovens independentistas vincam no drama migratório : os 115000 moços e moças que abandonárom forçosamente a sua Terra desde o início da crise das finanças som, segundo o manifesto, um dado gritante que revela o insostível da situaçom laboral que padecem as capas mais jovens da populaçom.

Na linha das reivindicaçons independentistas históricas, os convocantes sulinham ‘a impossibilidade de reformar o regime’ e apostam sem ambages pola República galega.

A marcha, que sairá da Alameda às 20h do serao, começou a preparar-se com material agitativo que circula em redes sociais como Facebook e Instagram, onde se exponhem as ideias força da campanha.

Briga continua reivindicando ‘rebeliom juvenil’.

A organizaçom Briga, umha das apoiantes da marcha, mantém a sua agenda própria convocando umha jornada de lazer alternativo para a noite ; será no parque de Belvis, na XIV Jornada de Rebeliom Juvenil. O colectivo pretende ‘abrir um oco para os discursos contra-hegemónicos’ e ‘avançar na construçom dum movimento juvenil forte’.

Os grupos Cuarta Xusta, Maskarpone, Ezetaerre e Atake Eskampe amenizarám a noite.