Projecto de ‘Atalaya Mining’ em Touro-O Pino, cada vez mais deslegitimado polo trabalho do movimento popular

Por Jorge Paços /

O rechaço aos projectos mineiros que mantenhem no desacougo várias comarcas do occidente galego segue a dar mostras de grande vitalidade. Nos finais da passada semana, o concelho de Touro debatia a moçom apresentada por Xan Louzao, do BNG, a prol da total paralisaçom do projecto. A alarma social criada polo projecto de Atalaya Mining, que se extendeu a toda a conca do baixo Ulha, levou os nacionalistas a pedir a ‘denegaçom da autorizaçom ambiental da mina’.

O argumentário da moçom baseou-se também na impossibilidade de combinar a exploraçom industrial da comarca com os usos que tradicionalmente sostenhem a vida da vizinhança, baseados nos sector agro-gadeiro e florestal. De feito, e antes de se perfilar a ameaça dirigida por Atalaya Mining, a Ulha tivo que aturar umha perigosa poluiçom das suas concas fluviais por mor das anteriores actividades mineiras.

O pleno no que se debateu a questom estava ateigado de vizinhança e nom se viu livre de certa tensom, pois vizinhança contrária ao projecto e sectores pró-mineiros (organizados por volta de certos capitalistas da zona, nucleados na Associaçom de Empresários de Arçua) encontrárom-se cara a cara. A maioria do PP, com oito concelheiros, face os três da oposiçom, serviu para tumbar a moçom.

Plataforma pronuncia-se

A Plataforma Vizinhal Mina Touro-O Pino Nom fijo ouvir a sua voz no tocante a umha das controvérsias que mais agita a comarca em tempos recentes ; para a entidade, a empresa Explotaciones Gallegas está a aproveitar a situaçom para coaccionar os seus trabalhadores e utilizá-los como grupo de pressom ; a versom oficial diz que ficariam sem postos de trabalho de se declarar o fim da concessom da mina. Afirma a Plataforma que tal asserto é falso, desde que ‘nenhuma dessas empresas vivem da extracçom do cobre, e os assalariados manteriam o seu posto’. Para o movimento social, detrás destas informaçons falsas está o empresário Francisco Gómez, que ficaria sem os 12,5 milhons de euros que Atalaya Mining pagaria ao comprar a exploraçom. Isabel García, vozeira da plataforma, expujo estas razons, chamando a vizinhança a nom cair na estratégia do confronto entre vizinhas.

Dados objectivos

A defesa da mina é difícil, mesmo se se apela apenas a dados objectivos. Os próprios informes da Junta ponhem em dúvida a qualidade das augas por mor dos verquidos, e consideram o projecto ‘incompatível com o aproveitamento gadeiro’.

Os e as opositoras ao projecto, cujo poder de convocatória ficou demonstrado na imensa mobilizaçom de Junho em Compostela, estám também muito atentas ao que acontece noutras latitudes. Com efeito, na nossa realidade globalizada, o que acontece na bolsa de Londres pode afectar várias comarcas galegas. A recente queda do cobre no mercado de valores encardina-se na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que está a produzir um superávit de metal ; este pom em causa até a viabilidade económica do desenho que Atalaya Mining projecta para a Galiza.

Há, por isso, motivos para a esperança. Aliás dos dados aludidos, concelhos como Cambre e Narom aprovárom moçons contra a mina; a Galiza está a receber também apoio solidário internacional: há uns dias, o veleiro Diosa Maat, de Ecologistas em Acçom, arribava na Ria de Arousa em apoio ao movimento popular. Como afirmárom membros da Plataforma ContraminaAcçom nesta mesma semana, possivelmente a luita contra a mina de Touro-O Pino seja hoje o movimento de massas mais poderoso de todos aqueles que no Estado espanhol luitam contra as desfeitas ambientais.