Começa a temporada de trainheiras

Por Zaavrel /

Como é habitual, com a chegada do verão também chegam as regatas da modalidade rainha do remo em banco fixo, as trainheiras. Se o passado sábado se celebrava em Baiona o ato de inauguraçom da Liga Galega de Trainheiras e já se disputava a primeira prova da liga, este domingo, coincidindo com o Sam Joam, arranca a liga ACT onde competirám duas embarcaçons galegas.

Liga Galega

Nom houve surpresas e finalmente serám 21 as trainheiras que concorreram na Liga Galega batendo deste jeito o recorde de participaçom. Estas 21 embarcaçons estarám divididas em duas categorias, 12 na liga A e as 9 restantes na liga B.

Na categoria A, a máxima favorita e vigente campeã da Liga Galega, Samertolameu de Meira, levou-se a primeira bandeira da temporada logo de avantajar em cinco segundos à embarcaçom de Ares, a outra favorita a levar-se o título e que vem de descender da liga ACT. A mais distancia rematarom Bueu, Mera e Mecos que segundo parece, serám as que luitem por vogar na quenda de honra.

Mais ajustada estivo a categoria B, onde as tripulaçons de Muros e Cabo da Cruz B mantiverom umha igualada luita durante toda a regata, pugna que se saldou com a vitoria dos muradans por apenas 42 centésimas de segundos de vantagem.

Liga feminina

Enquanto à liga feminina, esta conta inicialmente com cinco equipas, mas semelha que as remeiras de Ribeira, volverám dominar a competiçom já que se impuserom com umha cômoda margem de dez segundos sobre o resto de participantes.

O número de participantes ainda é possível que se reduza a apenas quatro se as remeiras de Cabo de Cruz, única equipa galega inscrita para a fase classificatória da Liga Euskotren, conseguissem o difícil objetivo de se classificarem. Esta fase classificatória consiste em duas regatas contrarrelógio em Portugalete e Zierbena a vindoura fim de semana.

Liga ACT

A máxima categoria de trainheiras, que começará este domingo em águas do rio Nerviom ao seu passo por Bilbo, contará com a presença de duas equipas galegas, Tirám e Cabo da Cruz.

À vista do acontecido nas regatas preparatórias prévias, as favoritas à vitoria final serám as tripulaçons de Urdaibai, Orio e Hondarribia. Por sua vez, os remeiros de Boiro tratarám de luitar na metade da tabela classificatória enquanto os moanheses marcam-se como objetivo a permanência na máxima competiçom.

Da tradiçom a desporto moderno

Como relatava Andrés Domingues, as trainheiras passam de ser umha embarcaçom utilizada para a pesca, principalmente nas Rias Baixas, a converter-se em umha prática desportiva moderna. Mas a demora em criar umha normativa comum e umhas estruturas burocráticas-desportivas e a posiçom periférica e feble que ocupam os territórios ibéricos nos que se desenvolvem as regatas de trainheiras a respeito da desportivizaçom mundial vam evitar que estas passem a formar parte da estrutura desportiva internacional.

As trainheiras consolidam-se assim até a atualidade baixo o qualificativo tradicional, com as conseguintes conotaçons tendentes a ocultar que esta modalidade de remo é basicamente um desporto contemporâneo que, desde a metade do século XIX, vai desenvolvendo-se na Galiza ao ritmo da transformaçom das principais cidades e vilas portuárias. Ademais, mostra muita mais perdurabilidade, estabilidade e relevância social que os jogos realmente tradicionais, como acredita a quantidade de equipas e competiçons existentes ou que as regatas sejam retransmitidas em direto por TV.