Junta ampara-se na “lei de depredaçom” para consentir danos ao património na Costa da Morte

Nem as comarcas com mais valor paisagístico da Galiza, como a Costa da Morte, se salvam da depredaçom empresarial

Por Jorge Paços /

Seguindo um plano preescrito, a Junta da Galiza vem de dar luz verde a um dos parques eólicos mais controvertidos da nova vaga de infraestruturas que vam inçar os nossos montes. Trata-se das instalaçons de Pena Forcada-Catasol II, que se extenderiam entre os concelhos de Cabana, Lage e Zas. O informe de impacto ambiental realizado pola companhia reconhece que mais de 20 jóias do nosso património vam estar directamente afectadas -com mais ou menos gravidade- polos moinhos e as grandes pistas que atravessarám os montes da zona.

Oposiçom

A comarca desenvolveu a sua própria oposiçom através de colectivos como Petom do Lobo, preocupada com fiscalizar polo miúdo um projecto que contempla importantes atropelos. Desde inícios deste ano, e como já informámos neste portal, o associativismo pediu acesso à memória do projecto para conhecer quais os alegados benefícios que à infraestrutura trazeria a estes concelhos do oeste. Mas nem dum ponto de vista económico, nem social, nem territorial, há achegas ao bem estar da populaçom.

Ao que parece, Fenosa Wind nom tem mais vontade que afiançar o histórico papel da Galiza como fornecedora de energia para Espanha -onte exclusivamente produzida na nossa Terra, hoje também importada e logo exportada através das poluintes centrais térmicas devoradoras de carvom foráneo. Pouco importa que, além do nulo proveito social das iniciativas, a nossa Terra perda umha parte importante da sua paisagem e património. Petom do Lobo contabilizou até 22 jazigos condenados ao deterioramento.

O feito de que a empresa nom desenvolva de maneira suficiente o suposto interesse geral do futuro parque, somado à enorme perda de riqueza cultural da zona que supom a infraestrutura, leva Petom do Lobo a pôr em causa que o plano encaixe mesmo na chamada ‘lei de fomento de iniciativas empresariais da Galiza’, a conhecida popularmente como ‘lei de depredaçom’.

A cobiça empresarial, aguilhoada polo seu governo amigo, ameaça castrelos, mámoas, torres, moinhos ou chouços, desfigurando assim um território tratado com respeito ao longo dos séculos.

Resta por ver se a pressom popular contra os parques eólicos, como a que cresce na comarca de Ordes, logra salvar este pedaço tam valioso do território galego.