Por José Manuel Lopes Gomes /

Como cada ano, umha multidom voltou ocupar as ruas mais céntricas da nossa capital para amossar o seu compromisso com o galego ; o contraponto positivo à crescente preocupaçom pola perda acelerada de falantes que registam todas as estatísticas. No clamor generalizado por “umha outra política linguística”, em sintonia com Queremos galego e as forças maioritárias do movimento normalizador, outras vozes fixérom-se sentir.

A conviçom de que só umha hipotética mudança de governo autonómico pode reverter o processo espanholizador nom é partilhada polo conjunto do movimento social. Assi, ainda que silenciadas polos principais meios, existem correntes do nosso povo que situam o centro de gravidade da estratégia galeguizadora na construçom nacional desde a base, e na aposta explícita pola ruptura política com Espanha.

Nestas coordenadas, e com já duas décadas de trabalho incansável as suas costas, os centros sociais tivérom um espaço de seu na mobilizaçom. Boa parte deles fixérom-no agrupados baixo a faixa do chamado “bloco laranja”, ao que também aderiu este portal. 16 colectivos, de culturais a educativos, passando por meios de comunicaçom e organizaçons juvenis, marchárom neste segmento com bandeiras com o “eneagá” e ensenhas patrióticas, unidos pola legenda « A falar ao mundo com os pés na terra ».

Superando o discurso da “mudança de cor” do governo autonómico levárom os seus cortejos próprios organizaçons como Causa Galiza ou Briga. A primeira inçou a zona velha e parte do percurso da manifestaçom com faixas que ligavam a normalizaçom do idioma com o processo de libertaçom nacional, denunciando por “fitício” o discurso dos direitos linguísticos individuais num contexto colonial como o galego. Por seu turno, Briga participou da manifestaçom com a legenda “A mocidade na rua polo monolinguísmo social”.

Mais umha perspectiva independentista achegou-na Ceivar, que desdobrou a sua clássica faixa de reivindicaçom das presas e presos ao passo da manifestaçom pola Praça da Galiza.

A mobilizaçom, que se fechou com o canto do hino nacional após actuaçons musicais e o discurso de Marcos Maceira no nome da Mesa, culminou com berros de “independência” secundados por umha parte importante da Praça da Quintana, expressom desse sector crescente que liga qualquer conquista social e cultural decisiva à soberania plena da Galiza.