Hermenegildo Alvarinho: o mártir galego de ANV

Batalhom de ANV na guerra civil

Por P. Fernandes Pastoriça /

19 de novembro de 1933, o primeiro mártir da primeira esquerda abertzale caía sob as balas de pistoleiros espanholistas do PSOE em Barakaldo . Era galego de naçom. Hermenegildo Alvarinho (militante de EAE-ANV), caia assasinado no marco das legislativas da segunda República que decontado iniciariam o biênio negro.

Seu delito qual? Ser galego imigrado na margem esquerda e patriota basco de esquerda. Umha aberraçom para o mandarinato social-imperialista hispano, para aqueles que quiseram tutelar, manipular e confrontar os explorados emigrantes vindos doutras naçons sob administraçom da monarquia ou da republica hispânica e acirrá-los contra os direitos nacionais, sociais, culturais e políticos que pertencem ao comum da sociedade basca; Aranistas PNV, é coma o Minho e mais o Sil , uns tendo a fama de nazistas de RH negativo, e os socialdemócratas , liberais e ultradireitistas de matriz imperial castelhana, dividindo e destruindo a coesom entre os povos trabalhadores por mor de manterem um atávico sentimento de supremacismo cañí , tanto mais criminoso e ridículo quando mais se reduz o marco onde vivirem de rendas e fazerem das suas barbáries intermitentes .

Até hoje, para dividirem o povo basco e catalám.

Até hoje ,pra seguirem com a ladaínha do pobrinho imigrante espanhol “cabecita negra” sangrado polos senhoritos indepes, que acreditam ser mais cultos, cívicos e europeus por estarem na raia pirenaica.

Já Mussolini, espelho, abeiro e despesa dos pistoleiros falangistas , falava na altura das nações imperiais latinas e proletárias , que deviam levar seu orgulho descamisado para recuperarem o seu lugar ao sol.

A primera vítima de EAE-ANV.

19 de novembro de 1933 , Hermenegildo Alvarinho, um militante ekintzale galego, é atingido na porta do do Bar Beta de Barakaldo, diante da Euskal Etxea de Barakaldo, um grupo de provocadores do PSOE deram quatro tiros e ele morreu até se desangrar após terrível agonia logo de varios dias .

Desde 1903, com a primeira Casa del Pueblo aberta lá, o socialismo reformista antinacionalista espanhol tentara monopolizar a voz e as reivindicações da comunidade trabalhadora imigrada em Barakaldo e em toda Ezkerraldea.

Durante a ditadura de Primo de Rivera, embora com o tempo se distanciando, as organizações do PSOE e UGT colaboram com o governo, considerando-o estratégico. Isso permite consolidar ambas as organizações e manterem os locais e infraestruturas sem serem atingidas pola ditadura militar, como acontece, por exemplo, no PCE ou no outro grande sindicato estatal: a libertária CNT.

Barakaldo, cortijo do PSOE espanholeiro que podia rematar um feudo de EAE-ANV, pagou com o sangue de Alvarinho o seu firme nacionalismo sabiniano, ainda que republicano e aconfessional ( EAE-ANV acordara nem ir en coaligaçom sequer com o PNV , mas em solitário). 

Ao partido de governo espanhol na altura , PSOE, seica lhe semelhou anátema que os trabalhadores de Barakaldo apoiaram um movimento polos seus direitos sociais e plena integraçom nacional na luita da naçom basca.

O ambiente fora bastante tenso na altura com feridos en Bilbo, Sestao, Santurtzi, Basauri, Mutriku. Azpeitia… Um cura asaltado com arma branca quando fora votar em Zierbena …

Um outro nacionalismo basco

Fundado em 1930 como cissom laica e progressista do Partido Nacionalista Vasco, quando um pequeo grupo de militantes arredistas sabinianos de Aberri, recusaram a reuniom aos conservadores da Comunión Nacionalista Vasca (CNV). Esta reunificaçom do EAJ- PNV, ligava outravolta autonomistas e sabinianos puristas.

Fundadores de ANV destacados foram o Anacleto Ortueta, Tomás Bilbao e o Justo Gárate.

ANV definia um nacionalismo aconfessional (nom o confessional católico do EAJ-PNV) socialdemocrata e republicano , mesmo nem refugaria tácticas alianças com partidos republicanos ou socialistas.

EAE- ANV primeira forma organizativa de unidade trabalhadora basca frente ao taticismo burgués reaccionario e clerical dos industriais jeltzales. Umha das máximas de EAE-ANV; “trabalhador nem importa de onde ti vires mas para onde é que nós vamos”. Semelhantes princípios remontam até o grupo  Aberri de Eli Gallastegi ,Gudari,um dos primeiros presos e grevistas de fome do abertzalismo combativo por sua vez.

Hermenegildo Alvarinho, nascido na Galiza e chegado a Euskal Herria com 7 anos, foi assassinado por um bando de pistoleiros espanhóis de terra queimada que nem podiam concibir nem ainda menos tolerar a solidariedade de dous povos antigos, bravios e marítimos que partilhavam involuntários, a comum potência castelhana ocupante .

O nosso digno imigrante foi integrado à Pátria Basca que o acolheu e colaborou até o seu supremo sacrifício. Nom era um brinquedo da oligarquia coma outros que tenhem rebaixado o bom nome da nossa grei e a memória da nossa dignidade nacional e popular tanto aquém como além do Mançanal, servindo aos propositos da reacçom e da repressom espanholas.

Mália existir e persistir tal enfrentamento em Barakaldo entre militantes de EAE-ANV e do PSOE , os únicos detidos para variar foram militantes da Juventud Vasca da cuadrilha do morto, os autores ficaram impunes . EAE-ANV tem aberto ainda o tema das responsabilidades. 

Em Fevereiro de 1936 , com grande espírito de unidade antifascista, e ainda com todo o que pasou , de EAE -ANV apoiaram candidatura da Frente Popular.


Durante
a Guerra Civil varios batalhoes de voluntários de EAE- ANV combateram no bando republicano como parte do Exército basco. Heroica defensa no frente do monte Albertia. Centos de caídos em combate. Luitaram até a fim.Também em Asturies e na resta de frentes da guerra. Também contra os ocupantes nazistas na Europa.

EAE-ANV teve representante no primeiro Governo basco (1936-37) com Gonzalo Nardiz, o seu conselheiro.

Assim era a primigénia esquerda nacionalista de Euskal Herria

Proscrito da dictadura franquista, o veterano partido sobreviviu o exílio e resistiu na clandestinidade durante os quarenta anos de pedra. As posturas de ANV, ainda tornariam mais independentistas e esquerdistas. O partido participou da criaçom de Herri Batasuna, com membros na Mesa Nacional e recentemente foi ilegalizado de segunda vez sob o governo do PSOE zapaterista, si hom …. o da Memória Historica e todo isso. O progre. O mesminho.

Nas eleições municipais de 2007 foram apresentadas de novo as suas candidaturas , mas com metade de suas listas nom legalizadas.

Para onde foram autorizadas, os resultados foram históricos, superando inclusive o tecto eleitoral de 1999 no processo de Lizarra Garazi, EAE-ANV deviu segunda força eleitoral da Guipúscoa .

Esse sucesso forçou o PSOE a ilegalizar totalmente a EAE -ANV e, desde entom, o roubo e a expulsom de vereadores, quando nom a sua prisom, têm sido constante.

ANV- EAE ainda hoje é excluida da lei que compensa os partidos por bens incautados na Guerra Civil Espanhola, ilegalizada e perseguida por partidos que se chamam a si próprios democráticos, progressistas e até antifranquistas pola memória histórica

As outras vitimas galegas e bascas do terrorismo do estado.

O nosso Hermenegildo foi a primeira de muitas vítimas pertencentes à esquerda abertzale e o MLNV . De 1968 a 2009, foram registradas 350 mortes por causa da violência impune do estado. Milhares de pessoas detidas, exiliadas,torturadas…

Este foi um outro início de violência politica, parte do moderno conflito basco, que a interesseiramente se quer negar e fazer esquecer.

Posteriormente em Pasaia, Trintxerpe, o batalhom Celta, Pepe Rei, inúmeros militantes de todo o abano combativo do MLNB , em diversas frentes de acçom, a Galiza para já euscalduna amossou a sua solidaria e generosa afouteza frente do fascismo espanhol, na guerra e na resistência posterior.

Acusam uns de fazerem diferenças entre vítimas, vítimas que nem sequer reparam neste irmão galego nosso. Vitima era Melitón Manzanas, torturador do franquismo. Vitima intocavel e impune Carrero Blanco fascista e mais franquista do que Franco mesmo. Nom é o estatus de nemhum Hermengildo nem será em tempo, um humilde obreiro assasinado quando nom havia nem sequer ensonhaçom de qualquer ETA.

Mortes que ficaram na margen da historia dos vencidos por uns e vendidos polos outros , sofrimentos que nom partilham reconhecimentos. Tampouco Txiki, como Moncho Reboiras verdadeiros combatentes contra da ditadura e nom antifranquistas de farândula, encantadores de serpes e casacos novos de pana , pagados e sobrevidos dos saldos reformistas na transiçom.

Txiki, Hermenegildo, Galdeano, Santi Brouard, Gladys del Estal, Joxe Arregui,Josu Muguruza.. …

Vítimas do imperio eternamente decadente mas sempre asanhado contra os povos que domina e desgoverna, sempre com o mesmo alvo de conquista e soluçom final

Coda

Acabar com Galiza, Paisos Catalans, Euskal Herria, com Cuba socialista e Venezuela Bolivariana, com qualquer idéia justa, digna e progressiva . Almejando um outro 36 , em troca da sua submissom voluntária e servil ao velho fascismo colonial e ao novo fascismo globalista de quem realmente neles de sempre manda, ordena e paga.

No entanto podemos enxergar quiça um outro 98 de seu finchado orgulho fidalgueiro se achegar na brêtema da geopolitica.