Por Jorge Paços /

A iniciativa está a espalhar-se já polas redes, e enquadra-se no amplo movimento social que, desde finais do século passado, tem inçado a nossa geografia de centros sociais e iniciativas culturais galegas. Um grupo de militantes galegas e galegos escolhem o nome de « O Quilombo » como homenagem aos refúgios de escravos que, no Brasil, organizavam operaçons de resgate e emancipaçom. Anunciam a sua vontade de abrir um centro social em Ponte Vedra.

O Quilombo prentede ser um espaço de encontro para potenciar « “actividades culturais, lúdicas e desportivas” na cidade do Leres, tendendo pontes ao mesmo tempo com o movimento popular da cidade. A fórmula à que aspiram é o centro social, espaço que pretendem abrir quando as condiçons materiais e económicas o permitirem.

No entanto, basearám a sua praxe no soberanismo e os valores clássicos da esquerda : internacionalismo, antipatriarcado, e ecologismo ; do Quilombo afirmam que pretendem lançar dinámicas culturais nom relacionadas “com a indústria, a concorrência ou o consumismo”, apostando na criaçom de base e colectiva.

Mais umha achega a um movimento veterano.

O Quilombo é mais umha mostra dum movimento social autóctone com certa veterania ; se a primeira metade da década de 90 vira a eclossom dos colectivos reintegracionistas de base, fulcrais para o espalhamento da visom internacional do idioma, nos inícios do século XX assistiu-se à multiplicaçom de centros sociais animados por independentistas e valores de esquerda rupturista. Desde que a Fundaçom Artábria abrira as suas portas há justo duas décadas, os centros sociais fixérom-se presentes em toda a Galiza urbana, e também nalgumhas vilas médias.

Com fluxos e refluxos, este importante movimento mantém o seu espaço no mundo associativo da Galiza, habitualmente desde a auto-gestom económica, o trabalho voluntário e a hostilidade dos poderes.