Medram iniciativas de autogestom em defesa do monte galego

Trabalho em mao comum nos montes de Lousame

Por José Manuel Lopes Gomes /

A poucos dias da mobilizaçom que convoca em Compostela a Organizaçom Galega de Montes em Mao Comum, começam a circular boas novas para os e as amantes da nossa Terra. Logo de transcender o prémio europeu ao projecto repovoador de Frojám, venhem de fazer-se públicas as brigadas deseucaliptizadoras.

O lume deixara os bosques de Frojám a ermo na famosa vaga incendiária de 2006 ; em 2016, os incêndios danárom de novo a zona ; a seguir, as espécies invasoras colonizaram a área, como adoita acontecer em grande parte do território nacional. Mas nesta ocasiom, a iniciativa popular revertiu a desfeita : o bosque autóctone reverdesceu com 10000 árvores autóctones. Fijo-o com o trabalho mancomunado e assente no micro-mecenádego da Comunidade de Montes de Frojám e da Coluna Sanfins. Os milheiros de euros recadados (8000 em apenas vinte dias) servírom para lançar a primeira fase do processo.

Concluído o projecto, a European Outdoor Conservation Association prémia o projecto de Frojám, reconhecendo o excelente labor repovoador de 20 hectares. Umha demonstraçom prática de que a vontade e o trabalho duro podem reconquistar para a natureza diversa e para os interesses do povo todo esse território cobiçado por transnacionais energéticas e pasteiras.

A Comunidade Vizinhal de Frojám transmitiu os seus agradecimentos « a todas as pessoas que contribuírom para a consecuçom do prémio », animando a sociedade a participar nos labores de restauraçom que se levem a cabo doravante. Desde já existe o que os promotores chamam « corta-lumes verde » que protege o nascimento do rio Sam Fins, afluente do Traba. O repto consiste em manter tal corta-lumes viçoso e protegido.

Nascem Brigadas Deseucaliptizadoras.

Na mesma linha de actuaçom venhem de constituir-se as « Brigadas Deseucaliptizadoras », umha iniciativa de voluntariado que pretende manter o monte com acçom, e nom apenas com discursos. Na actualidade, dous terzos da superfície florestal está ocupada por eucaliptos ; um total de 700000 hectares fôrom empobrecidas por espécies invasoras, num processo de perda de biodiversidade e valor social e comunitário dos montes. Eis a tendência que as Brigadas pretendem reverter.

O projecto nasce precisamente da Comunidade de Frojám, e pretende aproveitar o sucesso da iniciativa para dar à defesa do monte umha transcendência nacional.

A ideia é extender a todo o território nacional umha iniciativa baseada em rogas, isto é, formas de trabalho comunal e desinteressado que contam apenas com o prémio de contribuir ao bem comum e rematam em albarocas, jantares de confraternizaçom e irmandade.

No 21 de abril a iniciativa será apresentada publicamente, com a cobertura da associaçom Verdegaia. A primeira das Brigadas, que som de ámbito comarcal, nasce no Barbança, ainda que, segundo informam os organizadores, já há mais núcleos em andamento. Do mesmo modo, os promotores declarárom aos meios que tenhem recebido já chamadas de dúzias de pessoas desejosas de participar da iniciativa, achegando as suas ideias e capacidade de trabalho.