In Tempore Sueborum

Por César Caramês /

Se ainda nom visitastes a exposiçom IN TEMPORE SUEBORUM, estades a tempo e resulta altamente recomendável. Tendes até o 4 de março para percorrer os três espaços habilitados na cidade das burgas para ela. Ali ides poder apreciar desde representaçons romanas de cabeças com tocados suevos em caldeiros agasalhados a este povo até mostras da arte tardo-romana da Gallaecia do momento. Moedas galaico-suevas, abraiante ourivesaria centro-europeia ou umha réplica do crismom de Quiroga contribuem ao atractivo do que supom o maior esforço até o momento por divulgar tam importante período da nossa história.

Outro motivo para acudirdes achega-o a enriquecedora visom sociológica e política que fornece a organizaçom do evento. Ainda que nom vos interesse a Idade Escura europeia ou a conformaçom do espaço galego na história, bem poderedes valorizar o que tal encenaçom nos pode ensinar. A pulsom regionalismo-fascismo espanhol do PP ourensano manifesta-se ali em todo o seu esplendor. Embora galego e inglês apareçam nos rótulos, o espanhol é a língua hegemónica. No centro Marcos Valcárcel as visitas guiadas som no nosso idioma, por algo depende da Deputaçom de Ourense. Pola contra, no Museu Municipal realizam-se em espanhol e, aliás, a exposiçom é minorizada frente a outras da sala às que se lhe dedicam os primeiros quinze minutos de apresentaçom. Pola mesma, ainda que se recolhe que o reino suevo é o primeiro reino cristao da Europa, o nome de Reino de Galiza é proscrito em todo o percorrido polos três espaços. Isto, a pesar de que as fontes o denominassem GALLICIENSE REGNUM, aos reis REGEM GALLICIAE ou de que a moeda acunhada no período se conhecesse como siclo galiciano até a baixa Idade Média. Obviamente, é intencionado e responde a esse equilíbrio fáscio-colonocolaboracionismo do partido com mais corruptos da Europa. Falando de corrupçom, seria interessante que alguém investigasse o que nos custa a secçom de merchandising do Marcos Valcárcel, em que podemos bater mesmo com guarda-chuvas para cans (sim, existem) co logotipo IN TEMPORE SUEBORUM. O número desproporcionado de porteiros desse local já é lendário na ourensanidade e também teredes ocasiom de verde-los ali a baterem uns com outros.

Na visita que realizei co meu alunado, pudem assistir a duas cenas no Museu Municipal (território rosto pálido) dignas de referenciar. Na primeira, entre a longuíssima explicaçom sobre as exposiçons temporeiras do museu, comentou-se que a actual mostra de Laxeiro era umha exibiçom dum autor menor. Na segunda, quadramos com Anselmo López Carreira e eu atrevim-me a deter a guia para que ele falasse e se fotografasse cos nenos. Reconheceram-no dos vídeos que viram na aula preparatória da visita como um dos maiores peritos no reino suevo de Galiza. A funcionária que nos expunha em espanhol nom sabia quem era.