A Bretanha teima na sua reunificaçom

Por Joám Garcia Costa /

Logo da assembleia de Saint-Herblain de 9 de Dezembro de 2017, os sectores mais conscientes da sociedade bretoa começam a mobilizar-se na luta pola sua reunificaçom e o direito a decidir no marco do debate para umha nova organizaçom territorial no Estado francês. A campanha Ur gumun, ur pegsun : défi photo pour la réunification de la Bretagne [Um concelho, um autocolante: foto-desafio pola reunificaçom da Bretanha] é um primeiro chanço.

História dumha separaçom

A divisom das naçons sem estado em diferentes unidades administrativas ou a amputaçom dalgum dos seus territórios, costuma ser umha táctica habitual das potências colonizadoras para debilitar àquelas e sometê-las mais facilmente. Pensemos em exemplos próximos como o da Galiza Irredenta, ou o do País Basco e Navarra. No caso bretom encontramo-nos com umha situaçom semelhante no País Nantês (Bro-Naoned em língua bretá que se corresponde com o departamento francês de Loire-Atlantique), porém com o agravante de que neste caso a regiom alienada inclui à cidade mais populosa do país, Nantes, que para além disso é umha das suas capitais históricas. Esta amputaçom produziu-se em 1955 com a criaçom das regions administrativas francesas que agrupavam diferentes departamentos, ficando o País Nantês incluído na regiom do Pays de la Loire em vez de na nova regiom da Bretanha, convertendo-se desde entom a reivindicaçom deste território num dos grandes cavalos de batalha do nacionalismo bretom.

A assembleia de Saint-Herblain

Nos últimos 10 anos fôrom muitas as iniciativas que procurárom conseguir o objectivo da reunificaçom desde todas as coordenadas ideológicas, desde a esquerda independentista até o regionalismo moderado bretom (44=Breizh, Dibab, Pétition des 100.000,…). A assembleia de 9 de Dezembro em Saint-Herblain pretendeu ser um passo adiante para conseguir umha maior coordinaçom no movimento com visos a somar forças para conseguir objectivos comuns: a reunificaçom e o direito a decidir.

Impulsada polos colectivos 44=Breizh (44 é o número que recebe o departamento do País Nantês, de aí o nome 44=Bretanha) e Dibab, a assembleia conseguiu reunir umha numerosa militância que ia desde a esquerda independentista de Breizhistance até regionalistas da Bretagne réunie, passando pola socialdemocracia da UDB ou grupos ambientalistas. O debate foi valorado polas organizadoras como muito positivo chegando-se a vários acordos importantes: o apoio à campanha Pétition des 100.000 que fora lançada pola Bretagne Réunie; o início dumha campanha para pressionar às pessoas eleitas com cárregos públicos a se posicionarem a favor dum referêndum de autodeterminaçom autoorganizado; e a elaboraçom dumha agenda conjunta de actos políticos e de mobilizaçom para a qual já se assinalárom algumhas datas.

Fotos pola reunificaçom

A começos de Fevereiro deu andamento a campanha Ur gumun, ur pegsun o primeiro exemplo de acçom coordinada trás a assembleia de Dezembro. O objectivo deste desafio lançado nas redes sociais é o de fazer visível a luta pola reunificaçom por todo o território bretom. Para isto apela-se à gente a tomar fotos de autocolantes, cartazes ou pintadas referentes a esta reivindicaçom e subi-los a algumha rede social.

O alvo é conseguir polo menos umha foto em cada umha das 1.500 gumun/communes bretonas (o equivalente dos concelhos galegos) até completar o mapa completo da Bretanha. Até o de agora a campanha conseguiu ultrapassar o 20% dos concelhos em apenas uns dias no que se pode valorar como um prometedor começo de cara a próximas mobilizaçons.

*Informaçom elaborada com dados fornecidos por bretagne-info.org