Causa Galiza contribuirá activamente para a ILP em defesa do monte, que entende “ferramenta conscienciadora”

O monocultivo de eucalipto já ocupa perto dumha quinta parte do território da CAG

Por José Manuel Lopes Gomes /

A organizaçom independentista Causa Galiza vem de anunciar a sua incorporaçom activa à campanha de recolhida de assinaturas que dúzias de colectivos, vertebrados arredor do sindicalismo nacionalista e a associaçom de montes em mao comum, lançam em protecçom do monte autóctone.

Há mais dum mês que a iniciativa social está em andamento : baixo o nome oficial de « ILP para a Protecçom e Melhora dos Hábitats de Bosque Autóctone, a Racionalizaçom de Gestom do Monte e a Luita contra os Incêndios Florestais », um amplo leque de colectivos, representando um abano político-ideológico que apenas exclui a direita espanhola, está a levar à rua reivindicaçons elementares.

Agora é a organizaçom Causa Galiza a que secunda publicamente a campanha, animando o tecido independentista a « estender e elevar a conscientizaçom da sociedade galega sobre a defesa do território agrário e florestal ». A força independentista compromete-se à recolhida de 1500 assinaturas para somar às totais, tencionando assi pôr um pau na roda do conglomerado político-empresarial que ocupa os nossos montes e ajuda à desertizaçom rural. Embora, segundo afirma Causa Galiza, « o resultado da iniciativa é incerto » (dado efeito rodete da maioria neofranquista no parlamentinho), a sua activaçom serve para assinalar um problema gritante.

Dados para a alarme.

O problema da eucaliptizaçom da Galiza nom é banal, se atendermos aos dados que fornece a Aliança por um Rural Galego Vivo. Em pleno século XXI, quase umha quinta parte do nosso território está ocupado por esta espécie invasora; a massa de bosque atlántico recúa, e ainda que a Junta aprovara em 1992 um inventário onde se recolhera toda a sua riqueza, este ainda nom existe. O fim da plúri-funcionalidade do monte e a decadência dos usos agrários estám a extender um verdadeiro deserto verde que será pasto do capitalismo extractivista : os montes galegos fôrom pastel suculento para as madeireiras e o seu ciclo económico de dinheiro rápido e escasso valor engadido ; doravante, a esta ameaça somará-se o monocultivo de biocombustíveis, autêntico emblema do capitalismo extractivista nas periférias do sistema.

A ILP chamará a atençom sobre todo o antes dito, mas a um tempo tencionará socializar propostas de futuro realizáveis : um uso diverso do monte, pilotado pola mao comum, e onde a produçom agrária e gadeira se complemente harmonicamente com a produçom de madeiras nobres e os usos silvícolas alternativos.