Um novo invento: o Plan Básico Autonómico

Por Xoán Paredes /

Mais papel molhado da Xunta[1] que, a estas alturas, já demonstrou que o tema territorial na Galiza fica fora do seu alcance, bem seja voluntariamente por interesses político-económicos ou involuntariamente por pura incompetência, onde já nem sei o que é mais grave.

Este documento de suposto ordenamento territorial continua sem ir à raiz do problema apesar das décadas de trabalhos, críticas e investigações sobre o assunto, quer dizer, a falta dum grande plano nacional galego onde fixar o modelo territorial preferido para o País a meio e longo prazo, guia de toda actuação espacial posterior.

Não. Continuamos na mentalidade do município como centro do universo (tão rendível eleitoralmente) e planos de propósito que funcionam como meros remendos, se é que funcionam.

E ainda o mais alarmante continua sendo a total falta de respeito às mínimas formas que regem o chamado ‘planeamento estratégico’, que exige uma exposição pública o mais aberta e participativa possível. Digo isto porque como cidadão galego fui conhecedor do tal PBA por uma via que não deveria, mais tarde do que deveria, sem saber o que deveria.

Não. Uma nota numa página qualquer no web da Xunta e um visor técnico perdido na rede não abonda.

Obviamente, tapam-se assim erros e omissões flagrantes como o referente ao património cultural em Corcoesto, entre outros, limitando a capacidade de resposta e apresentação de emendas e alegações (o tal período de dous meses começo o 14 de Dezembro).

Há mais detalhes, mas fiquemos com a velha ideia de que estamos, no geral, em mãos de incompetentes.

Ano 2018. É cansativo.

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[1] Governo [sic] Galego