Controvérsia de Pena Grande pom em destaque riqueza paleolítica chairega

Por Jorge Paços /

Pena Grande continua em venda. Assim o advertem de Cultura do País, a associaçom cultural nacionalista que lançou a valente ideia de participar na poja do histórico jazigo. A entidade pretende com esta operaçom que Pena Grande volva ao povo e nom caia em maos privadas. Embora a Junta reagiu ao escándalo suscitado com a venda com declaraçons anunciando o fim da venda, de Cultura do País recordam que “por enquanto nada mudou”. A poja de Pena Grande editou-se no BOE, e mentres esta publicaçom oficial nom diga o contrário, esta peça do património chairego segue em perigo.

Se o desprezo do PP polo nosso passado puido ter um efeito positivo, este foi dar a conhecer Pena Grande e, mais em geral, a existência dumha rica herança paleolítica em território galego. Com efeito, nas últimas semanas, milhares de compatriotas preocupados com a nossa cultura pesquisárom com curiosidade sobre esse tesouro que acobilham as terras vilalvesas.

Umha jóia que atraiu geraçons de eruditos.
Se bem Pena Grande chega nestes dias ao “grande público”, vários vultos da nossa arqueologia já lhe emprestaram merecida atençom. O primeiro deles, Fermim Bouça Brei, que tencionou desvelar os mistérios deste jazigo de 14000 anos de antiguidade; seguiu os seus passos Carlos Alonso del Real, catedrático na USC que dirigiu excavaçons na Chaira na década de 70. Há quase médio século voluntários do Museu de Pré-história e Arqueologia de Vilalva, como José Ramil, salientárom o valor da zona.

A Terra Cha, espaço de referência.
É que, como era de supor, Pena Grande é apenas um dos pontos emblemáticos dumha rede referencial no Paleolítico galego. Nom longe da área que nos ocupa topamos os jazigos de Prado do Inferno (Muras), Férvedes (Germade) e Os Penedos (Santa Balha). Todos eles situam-se em terrenos privados, o que pom em risco a sua conservaçom e potenciamento. Em Férvedes, os investigadores chegárom a topar pinturas e pontas de saeta, hoje conservadas no museu vilalvês.