Por Antia Seoane /

Nos primeiros dias deste mês fôrom publicadas as cifras de paro, e segundo os dados do Serviço Público de Emprego Estatal, na comunidade galega (se termos dados da Galiza oriental) chegam a 185.903 as pessoas que estám sem trabalho, um 1% mais que o mês anterior; mas estes dados iriam ser bem piores se nom se registasse a alta taxa de emigraçom que padece a Galiza. Sem entrarmos a analisar o método de contabilizaçom do paro ou a precariedade do mercado laboral, cumpre salientar um novo fenómeno, a falta de mao de obra qualificada. Tal cousa é própria de países condenados à marginaçom polos centros políticos e económicos, e adoita dar-se no chamado ‘Terceiro mundo’.

Setor primário esboroado.

A consequência da entrada do Estado Espanhol no mercado europeu, os sectores primários galegos vírom-se gravemente danados. Os sectores agro-gadeiro e pesqueiro som estratégicos, já que garantem a soberania alimentar, mas as políticas provocadas por adaptar a economia galega à normativa europeia, provocárom o abandono de mais de 37.000 exploraçons agrárias ao longo da última década, e a perda de mais de 265.000 hectares de superfície agrária útil desde a entrada na UE. Isto provocou à sua vez, um processo de êxodo rural.

Os moços e moças do rural ante a falta de expectativa laboral deslocam-se da aldeia cara à cidade, e de Galiza cara o estrangeiro. A emigraçom atinge a juventude de todos os níveis de estudos, mas se no passado se centrava principalmente na gente sem estudos superiores, na ultima década também castiga a mocidade com formaçom universitária. Nom é infrequente, ver no jornal novas de como umha moça galega, que rematou os estudos no sistema universitário galego ‘deve’ marchar para o estrangeiro por falta de opçons laborais e pouco tempo mais tarde recebe este ou aquel prémio polo seu labor nalgumha rama da pesquisa ou da ciência.

O setor das novas tecnologias: carência ou exagero?

Agora, logo de mais de dez anos de emigraçom massiva, as empresas do sector das tecnologias digitais, informaçom e comunicaçom (TIC) nom som quem de cobrir todas as vagas. Isto também atinge outros setores como o metalúrgico, o naval, o têxtil ou qualquer outro no que for necessária umha formaçom especializada em novas tecnologias. Agora surprende ouvir aos responsaveis de diferentes setores, por exemplo da Asociaçom de industriais metalúrgicos de Galiza (ASIME) ou do Clúster alimentar de Galiza (CLUSAGA), dizer que o nom topam gente para cobrirem as ofertas de trabalho qualificado. Por exemplo, no sector metalúrgico necesitan incorporar nos vindouros seis meses um mínimo de 3.000 trabalhadores qualificados para cubrir as suas necesidades.

De jeito paradoxal, isto contrasta com a formaçom da sociedade galega que teoricamente nunca estivo tam qualificada: mais do 40 % da populaçom activa tem rematados os estudos superiores.

Contodo, é possivel que estas declaraçons que provenhem do mundo empressarial nom sejam realmente certas e simplesmente sejam queixas para fazer pressom e orientar ainda mais o modelo educativo cara a formaçom laboral, para ser o Estado quem financiar a formaçom especializada que precisa a indústria; deste modo, os capitalistas evitam as suas empresas gastarem dinheiro na formaçom dos seus quadros de pessoal.