Por Jorge Riechmann (traduçom de galizalivre) /

Para Salvador López Arnal

 

‘É evidente que estamos aqui apenas para luitar, nom para vencer. Quando venceremos é umha cousa que nom se sabe’

Pier Paolo Passolini (O caos, 1968)

Regra tática número 1: a reaçom ajeitada ante umha debacle moral -mais umha- nom é cagar-se na ética e a puta que a pariu: o descrimento cínico é umha posiçom de comodidade que nom devêssemos permitir-nos. Nom renunciemos à nossa possibilidade melhor.

Regra tática número 2: sempre deveríamos deixar, deixar-nos a todo o mundo um vieiro de saída fora da nossa pópria vileza.

Regra tática número 3: parafraseando certa célebre recomendaçom, nom te perguntes ‘que pode fazer o movimento social por mim’. Pergunta-te mais bem que podes fazer ti polo movimento social.

Regra tática número 4: nom vou ser o teu salvador, nem o salvador del ou dela, nem o meu própri salvador. Nenhum de nós pode ser o salvador de ninguém. Nom podemos salvar -podemos, se cadra, ajudar um pouco…

Regra tática número 5: sejamos kantianos num jeito que quiçá tivera surprendido Kant -ou mais provavelmente nom- à maneira do comunista Pasolini ou do guerreiro apache Gerônimo: nas situaçons difíceis, um continua a luitar ainda quando nom tenha já esperança de vencer.